A queda de cabelo é uma das queixas mais comuns no consultório de dermatologia, e uma das que mais afetam a autoestima. A boa notícia é que, na maior parte dos casos, existe uma causa identificável e um caminho de tratamento.
Quando procurar um dermatologista
- A quantidade de fios no travesseiro, no banho ou na escova aumentou de forma clara.
- O rabo de cavalo ficou mais fino ou a risca está mais aberta.
- Surgiram falhas arredondadas no couro cabeludo, na barba ou nas sobrancelhas.
- O couro cabeludo coça, arde, descama ou dói.
- A queda começou depois de uma doença, cirurgia, parto, dieta restritiva ou mudança de medicação.
Causas mais comuns
Eflúvio telógeno
Uma queda difusa e intensa que costuma aparecer de dois a três meses depois de um gatilho, como febre alta, cirurgia, parto, estresse importante ou perda rápida de peso. Na maioria das vezes é temporária.
Alopecia androgenética
É o afinamento progressivo dos fios, com influência genética e hormonal. Nos homens, costuma começar nas entradas e no topo da cabeça. Nas mulheres, aparece como perda de volume no alto da cabeça, com a risca mais larga.
Alopecia areata
Falhas arredondadas e bem delimitadas, que podem surgir de repente. Tem origem autoimune e exige acompanhamento.
Outras causas
Deficiência de ferro, alterações da tireoide, doenças do couro cabeludo, tração por penteados e alguns medicamentos também podem estar por trás da queda.
Como é a avaliação
A consulta começa por uma conversa detalhada sobre quando a queda começou, hábitos, saúde geral e histórico familiar. Em seguida vem o exame do couro cabeludo, que pode incluir a tricoscopia, um exame com aumento que mostra os fios e a pele em detalhe. Conforme o caso, são pedidos exames de sangue.
Tratamento
O tratamento depende da causa e é individual. Pode envolver corrigir deficiências, tratar o couro cabeludo, medicações tópicas ou orais e procedimentos feitos em consultório. Como o cabelo cresce devagar, os resultados são avaliados ao longo de meses, em consultas de acompanhamento.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Cada caso precisa ser examinado individualmente.
